Universo Online

Web Sites Pessoais

{short description of image}


{short description of image}

MTS significa Movimento de Tendência Socialista, e foi criado dentro da CUT (Central Única dos Trabalhadores) por trabalhadores que acreditam que a CUT não é mais o sindicato que defende realmente os trabalhadores, e que caminha cada vez mais para o Reformismo. a seguir você pode conferir uma síntese do que é o MTS.

Clique aqui para entrar na página oficial do MTS


É preciso retomar os princípios de fundação da CUT

A central que nós fundamos em 83 foi a CUT de luta que priorizava a mobilização direta dos trabalhadores contra toda forma de exploração e opressão. Uma CUT pelo socialismo que preservava a independência de classe dos trabalhadores frente a todas as organizações patronais e seus governos. A CUT que se propunha organizada e dirigida pela base; democrática, que romperia com a estrutura autoritária e burocrática dos sindicatos oficiais de então. A CUT solidária à luta dos trabalhadores de todo o mundo.
Hoje a nossa central privilegia cada vez mais a «ação institucional», a negociação com patrões e governo como centro da sua atividade. Cresce a adoção de mecanismos chamados «tripartites» de ação sindical
(as câmaras setoriais são o melhor exemplo disso) que parte de um pressuposto que é possível e preciso encontrar uma termo comum entre patrões, empregados e governo, que saia bom para os três. Esse tipo de ação sindical beirando já um sindicalismo de parceria está ganhando uma dimensão mais perigosa nas negociações da chamada «participação nos lucros» e da implantação da restruturação de processos produtivos, de terceirização, que estão sendo feitas em algumas empresas por sindicatos importantes da CUT. É cada vez maior a absorção da central e seus dirigentes pelos Workshops com empresários e com órgãos do governo para elaborar propostas comuns para diversos temas.
Tudo isso vai fazendo com que, cada vez mais, os horizontes de ação da nossa central se limitem aos marcos da sociedade capitalista. Com isso perdemos eficácia no enfrentamento com as políticas da classe dominante, e perdemos cada vez mais a capacidade de sermos um instrumento efetivo para a luta pelo socialismo. Como conseqüência óbvia desse processo, fica cada vez mais para segundo plano a participação da base nos fóruns da central (os congressos são cada vez menores). Se secundarizou a organização de base e a democratização radical da estrutura dos sindicatos, favorecendo um processo de adaptação á estrutura que herdamos da pelegada, com graves conseqüências para nossa ação sindical e para nosso objetivo estratégico. Já aparecem claros elementos de degeneração com crescimento da utilização da violência física em nosso meio, da utilização de métodos de calúnia, etc.
É verdade que o mundo mudou muito nestes anos que se passaram desde a fundação da nossa central. E é certo que essas mudanças nos impõe a necessidade de adequarmos nossas políticas. No entanto, as mudanças que ocorreram no mundo, e os novos desafios que essas mudanças trazem, nos colocam a necessidade de fortalecermos mais ainda aqueles princípios e características que nortearam a fundação da CUT. As mudanças promovidas pelo setor majoritário da direção da nossa central vão em sentido oposto. Os princípios da fundação da CUT tem sido abandonados sistematicamente e em seu lugar se consolida cada vez mais o modelo sindical preconizado pela CIOSL. Um sindicalismo de conciliação, e de horizontes reduzidos à sociedade capitalista que aí está.

Voltar para Página Revolucionária